11 fevereiro 2011

Duzentas e onze cartas

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Eu poderia chorar

duzentas e onze cartas.
Eu deveria escrever
alguma música.
Eu preferiria ter
um mar tranquilo.
Sem trema, nem onda.
Azul, sem rima assim.
Eu tremo um pouco,
Choro um tanto
Soluço, esperneio;
mas não sei dançar.

Bruna Ross

03 outubro 2010

Teus olhos

Occhio


Aquele sol azul me cega,
entra pela minha janela,
move meu mundo dentro
como faz o tempo,
como faz o vento.

Toco teus olhos
temo que você descubra
que eu leio de trás pra frente
e repito palavras imundas.

Cuido teus olhos
e morro de medo
de ficar pra sempre
ali dentro, me vendo.

Beijo teus olhos,
azuis da cor do sol,
verdes como o breu,
negros como os meus.

Sabes, teus olhos,
agora sabes...
Teus olhos adentram meu mundo.

Bruna Ross

28 novembro 2009

Poema sem título

Senza titolo

As palavras estão caindo
assim pelo meu caminho...
Tento segurá-las aqui dentro
Mas minhas mãos são vento...

Tenho alguns amores e vícios:
Eu vago na poesia de Vinicius!
E me perco facilmente no branco
silêncio do teu sorriso

Meu medo é do tudo
Minha ânsia é o tudo
Por isso, rio alto como um soluço
Para o medo assustar,
Pra ânsia angustiar.

É só a poesia que tem pena de mim
Escrevo quando ela me chama.
Quando ela me chama,
Eu sou feliz
Quando ela me ama.

Agora, quero um poema sem título
Que só eu conheça,
Que só a mim pertença,
Que só eu possa mastigar
E que tenha olhos azuis
Azuis da cor do amar....

Bruna Ross

06 setembro 2009

Sale

Sale

È la mia angoscia che vorrei fermare.
In questi giorni, mi sento fragile.
Non potrei nemmeno guardare il mare:
il mio cuore piangerebbe
fino a farmi sparire insieme al sale
delle sue acque... calde.
Scrivo quel che sento,
sulla sabbia, sulla carta.
Lo sai, non ti mento!
Anche se fosse normale...
Continuo cosí strana,
guardando il cielo a testa in giù,
confondendo l'azzurro con il blu
cercando sola la Croce del Sud...

Bruna Ross